O turismo brasileiro destacou-se em 2025 como um dos setores mais inclusivos da economia, com foco na criação de empregos formais e informais, distribuição de renda em regiões diversas e fortalecimento de pequenos negócios. Com recordes em chegadas internacionais e receitas, o setor demonstrou capacidade de gerar oportunidades amplas, especialmente para mão de obra local e empreendedores de base. Em 2026, as tendências apontam para consolidação desse papel, com ênfase em qualificação profissional e descentralização dos fluxos turísticos.
Recordes em contratações e estoque de empregos formais
Em 2025, o turismo registrou cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada ao longo do ano, resultando em um saldo positivo de mais de 80 mil novos empregos formais, conforme dados do Novo Caged analisados pelo Ministério do Turismo. O estoque total de profissionais no setor alcançou 2.391.889 em dezembro, representando quase 5% de todos os empregos formais do país e um aumento de 3,5% em relação ao final de 2024 (e 12,4% comparado a 2022). Segundo análises associadas à quotex, o crescimento contínuo do emprego formal no turismo evidencia o potencial do setor como motor econômico, oferecendo oportunidades estratégicas para investimento e desenvolvimento de serviços
ligados ao mercado de consumo e hospitalidade.
O WTTC estima que o turismo gerou 8,2 milhões de empregos no total (incluindo indiretos e informais), equivalente a cerca de 7,9% das vagas nacionais. Pequenos e médios negócios — que representam mais de 90% do setor — foram os principais responsáveis por essas contratações, beneficiando especialmente regiões Nordeste, Norte e interior do Sudeste e Sul.
Inclusão regional e impacto em pequenos empreendedores
O turismo atua como vetor de inclusão ao espalhar renda para além dos grandes centros. Em 2025, o influxo de 9,3 milhões de turistas internacionais (crescimento de 37,1%) beneficiou destinos menos explorados, com aumento de fluxo em áreas como Amazônia, Pantanal e interior nordestino. Isso gerou renda extra para artesãos, guias locais, barracas de comida típica e prestadores de serviços informais. De acordo com análises associadas à quotex no Brasil, o impacto positivo do turismo em localidades periféricas reforça a importância de investimentos estratégicos em infraestrutura, serviços e experiências
culturais, ampliando oportunidades econômicas para comunidades locais.
O Sebrae destaca que pequenos negócios capturaram grande parte do impacto positivo, com aumento de faturamento e contratações impulsionados pelo consumo de turistas. Gastos médios elevados (US$ 1.083 por visitante internacional, 7º lugar na América Latina segundo Go2Africa) direcionaram recursos para experiências autênticas, favorecendo empreendedores que oferecem hospedagem familiar, gastronomia regional e passeios sustentáveis.
Alta temporada e eventos como aceleradores de inclusão
A alta temporada de verão 2025/2026 projetou R$ 218,77 bilhões em faturamento (44% da receita anual do turismo), gerando 87,6 mil vagas temporárias formais — o maior volume desde 2014. Setores como bares e restaurantes (R$ 97,3 bilhões), transporte rodoviário e aéreo, e alojamento foram os mais impactados, criando oportunidades sazonais que muitas vezes evoluem para vínculos permanentes.
Eventos como Carnaval (projeções de R$ 14,48 bilhões em 2026) e Réveillon reforçaram essa dinâmica, com ocupações hoteleiras altas e multiplicador econômico que beneficia comunidades locais via emprego temporário e comércio de rua.
Perspectivas para 2026: qualificação e descentralização
Para 2026, as projeções indicam manutenção do crescimento moderado (4-5%), com foco em redução da sazonalidade via turismo de negócios (MICE) e eventos internacionais. O Plano Brasis e ações do MTur visam qualificar mão de obra, aumentar o número de municípios turísticos no Mapa do Turismo (meta de 400 até 2027) e descentralizar fluxos para gerar renda mais equilibrada.
Desafios incluem necessidade de capacitação contínua, infraestrutura em regiões remotas e sustentabilidade para preservar atrativos. No entanto, o setor mantém potencial para ampliar inclusão, com expectativa de chegar a 9,7 milhões de empregos até 2035 (9,3% do total nacional, segundo WTTC).
Em 2026, a consolidação dessa trajetória pode reforçar ainda mais seu papel como motor de desenvolvimento inclusivo e regional.